DEUSES GREGOS
COLEÇÃO DO MUSEU PERGAMON DE BERLIN

Emanuela Gonçalves da Silva

uito mais do que  ilustrar, através das peças expostas, o esplendor do mundo greco-romano, a exposição Deuses Gregos - coleção do museu Pergamon de Berlim, realizada no Museu de Arte Brasileira da FAAP, é uma viagem para a Grécia Antiga pois, ao apreciar as obrasartísticas o visitante se transporta para o mundo da antiguidade grega.  

Ao entrar na exposição, você se depara com a arquitetura grega, que é de extrema beleza e perfeição, que inspirou e inspira muitos arquitetos até os dias de hoje. A Grécia influenciou não somente a arquitetura, como também o teatro, a arte em geral e a filosofia ocidentais. 

Na exposição, o panteão dos deuses do Olimpo é reconstituído com esculturas, relevos em mármores e em vasos, que retratam a história e a mitologia grega. São verdadeiros documentos históricos.

Para o povo grego, os deuses representam em primeiro lugar, uma grande família. Possuem laços de parentescos entre si, amizades, brigas e ciúmes, e cada deus tem sua função e seu atributo. Os gregos acreditavam que os deuses interferiam na vida terrestre. Por outro lado, acreditavam também no valor dos homens, valorizavam a beleza corporal e a grande capacidade do raciocínio humano.

As esculturas apresentadas ilustram o elo que há entre os homens e os deuses através do aspecto físico, da concretização de corpos, cujas feições e linhas demonstram o que está se passando - dor, alegria, raiva, paixão, etc.

Através dessa exposição, compreendemos a grande importância da Grécia no mundo ocidental, do qual o Brasil também faz parte. Nos mostra a familiaridade que temos com a cultura grega, na ligação direta com o transcendental com as coisas práticas da vida, a união que fazemos com a religião e a ciência ou o culto ao corpo, a aparência estética.

A exposição dos Deuses Gregos - coleção do museu Pergamon de Berlim faz com que os visitantes percebam a diferença entre realidade e mito ou historia e arte . Imprimindo assim, um caráter único e encantador, tornando a exposição fascinante


Asclépio, Deus da Medicina


No cenário, grandes colunas coríntias, frisos e maquetes de sítios arqueológicos

DEUSES GREGOS - COLEÇÃO DO MUSEU DE PERGAMON DE BERLIN

De 21de agosto a 26 de novembro de 2006 
Museu de Arte Brasileira da FAAP
Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo - SP

Para saber mais:  

www.faap.com.br


Relógio de sol reconstruído com ponteiro (gnomon), calibrado
para o tempo de Atenas, período imperial romano



O SURGIMENTO DOS DEUSES

Regiane Michelucci de Souza


Estátua de mármore de Afrodite do tipo "Venus Capitolina", original romano a partir de uma obra do século III a. C

izem as lendas gregas que, no princípio, havia somente o grande Caos, do qual surgiram os Velhos Deuses, ou Titãs, dirigidos pelo deus Cronos (Tempo). Zeus era um filho de Cronos e chefiou a rebelião da nova geração dos deuses - chamados Deuses Olímpicos - que dominaram a Grécia em toda a sua época clássica.  

Os greco-romanos classificavam os imortais como divindades primordiais , superiores , siderais , dos ventos , das águas e alegóricas. Os semi-deuses eram filhos de deuses com mortais . Eles normalmente se destacavam mais e eram mais fortes que os humanos normais . Às vezes eram admitidos no Olimpo como imortais , fato que ocorreu com Hércules , filho de Zeus e Alcmena, uma mortal.  

Os historiadores que pesquisam a história dos gregos do período arcaico  (VIII – VI a .C.), trabalham com diferentes fontes: vestígios arquitetônicos, vasos e utensílios pintados com cenas do cotidiano e fontes escritas. As mais importantes são as obras do poeta grego, Homero, Ilíada e a Odisséia, que teriam sido escritas no século VIII a.C. 

As histórias envolvendo deuses e homens são conhecidas como mitos. O principal objetivo dos mitos era contar fatos considerados exemplares e, através deles, ressaltar os valores morais da época.

Para saber mais:

VASCONCELLOS, Paulo Sérgio de,  Mitos Gregos. São Paulo:  Sol, 2001.
http://www.mundodosfilosofos.com.br/hercules.htm



A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA

 Isabel Cristina Pereira Chagas

á dizia a música Comida, de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito “A gente não quer comida. A gente quer comida, diversão e arte”. Essa música ilustra perfeitamente que o ser humano tem outras necessidades, além do alimento físico. Para suprir essas necessidades, a escola pode ser uma fonte fundamental. Em suas atividades ela pode promover a formação cultural dos seus alunos.

Importantes aliados dos professores são os museus e os departamentos de educação que existem neles. É fato que as crianças são criativas por natureza, mas cabe aos educadores e à própria comunidade incentivá-las e aguçar essa criatividade. Daí a importância de levar as crianças aos museus, para que desde cedo elas tenham contato com o mundo da arte.

Entretanto, não basta levar as crianças a museus e exposições. O ensino da arte precisa de um processo sistematizado para que proporcione resultados significantes. Compete aos educadores relacionar o conteúdo aprendido nos museus com o que é ensinado na escola, nas oficinas, ateliês e projetos.  

É interessante que a comunidade também esteja presente. Estabelecendo parcerias, elaborando projetos com o objetivo de utilizar o patrimônio cultural como suporte essencial ao processo educativo, a fim de construir o conhecimento e integrar cada vez mais as escolas aos museus, proporcionando um constante aprendizado a todos.  


Cabeça de um deus paterno, de acordo com
modelos do período helênico


A parceria entre museu e escola acaba se tornando fundamental para a existência dos museus. Afinal, é fato que os maiores freqüentadores dos museus são os estudantes, muitas vezes fazendo visitas promovidas pelas próprias escolas. Com isso, os museus procuram cada vez mais adequar-se a esse público.  

Alguns museus, ao invés de fornecerem visitas guiadas com monitores, propõem questões que exigem reflexão e interpretação dos visitantes. Essa é uma ótima forma de mediação, que para visitas monitoradas é necessário profissionais experientes e dinâmicos.

Essa intervenção por parte da escola não é a única forma de se instituir cultura na vida de uma criança, mas já é um passo, para a consolidação de um repertório cultural.

Para saber mais:

SANTOS , Maria Célia T. Moura . Museu e Educação : Conceitos e Métodos . Fundação Joaquim Nabuco. Disponível em : http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.
NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=377&textCode=4351
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Acesso em 09/11/2006.

Imagens:

http://www.estadao.com.br/arteelazer/visuais/noticias/2006/ago/18/332.htm
www.faap.com.br