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MACUNAÍMA,
HERÓI
DE NOSSA
GENTE
Ana
Patrícia Saturnino de Melo
acunaíma,
obra do modernista Mário
de Andrade, revolucionou a nossa
literatura representando a
origem multiétnica do
brasileiro. Macunaíma não tinha
caráter, morria de preguiça,
era astuto, sabido e
mutreteiro. Era branco, negro e
índio e, assim, Macunaíma
representa o Brasil.
Para as pessoas que não ficam atentas à
historia do nosso país e que pensam que a
personalidade do “herói sem nenhum
caráter”, criado pelo modernista Mário
de Andrade, revela certo descuido ao
descrever a essência do povo brasileiro,
segue um aviso: a Mário de Andrade,
de forma alguma, faltavam cuidados quando o
assunto era mapear elementos da identidade
do Brasil. Foi essa pesquisa que ocupou boa
parte da atividade intelectual do autor.
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Capa
da 1ª
Edição
de Macunaíma, 1928
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A
obra, composta em apenas seis dias, é
fruto de anos de pesquisas das
lendas e mitos indígenas e
folclóricos que o autor reúne
utilizando a linguagem popular e oral
de várias regiões do Brasil.
Trata-se por isso mesmo de uma
rapsódia. Há,
em Macunaíma, além da
imensa pesquisa, muita
invenção. E por meio
do conhecimento adquirido,
Mário descobriu que
era hora de dar
uma forma a esse
monstro mole e
indeciso que era o
Brasil. Macunaíma,
o herói sem nenhum
caráter, é uma das
obras pilares da cultura
brasileira. Mário de Andrade
reelabora literariamente temas
de mitologia indígena e
visões folclóricas da
Amazônia e do resto
do país, fundando uma
nova linguagem literária,
saborosamente brasileira. As contribuições de Mário
de Andrade para a
vida cultural do país
extrapolam os limites da
literatura e justamente por
buscar uma identidade
brasileira nas artes, ele revolucionou
a produção artística nacional.
Macunaíma:
o herói sem
nenhum caráter
Mário de Andrade
1ª.
Edição
1928 |
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Capa
da
edição
alemã
de Macunaíma
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Cena
do
filme
Macunaíma, dirigido
por
Joaquim Pedro de Andrade
em
1969
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MÁRIO
DE ANDRADE
(1893-1945)
Cristina
Teles e
Ana
Patrícia Saturnino
de Melo
asceu
em São Paulo e, na escola, desde
criança se destacava nos estudos da
língua portuguesa. Mário estudou
música e gostava muito de ler.
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Mário
de Andrade
por
Lasar segal
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Foi
um
dos
pioneiros
do
movimento
modernista no Brasil e
destaque
na
Semana
de
Arte
Moderna
de 1922.
Em
1917 publicou
seu
livro
de
estréia, Há uma
gota de sangue
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em
cada poema e, em 1928, Macunaíma,
o herói sem nenhum caráter.
Além desses seus livros mais
conhecidos são: Paulicéia
Desvairada (1922); Losango
Cáqui (1926); Clã do
Jaboti (1927); Remate de
Males (1930); Amar, Verbo
Intransitivo (1927); A
Escrava que não é Isaura
(1925); Ensaio sobre a
Música Brasileira (1928);O
Empalhador de Passarinhos
(1946). |
Possuidor
de uma cultura ampla, foi fundador e
primeiro diretor do Departamento de
Cultura de São Paulo, onde fundou a
Sociedade de Etnologia e Folclore, o
Coral Paulistano e a Discoteca Pública
Municipal. Mário foi também diretor
do Instituto de artes na antiga
Universidade do Distrito Federal.
Reuniu uma equipe com o objetivo de
catalogar músicas do Norte e Nordeste
brasileiros resultando um vasto acervo
registrado em vídeo, áudio, imagens,
dos lugares percorridos, sendo
considerado um dos primeiros projetos
multimídia da cultura brasileira.
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O
QUE
SE
GANHA
QUANDO
ESTUDAMOS
TEXTOS
LITERÁRIOS
EM
SALA
DE
AULA?
Cristina
Teles
uer
maior contribuição para desenvolver o hábito de
ler em nossos alunos do que estudar textos
literários em sala de aula? Acredito que esse
seja o grande objetivo da escola: formar bons
leitores e aumentar o repertório cultural dos
alunos. É importante que a criança tenha prazer
em ler literatura desde cedo, que tenha contato
com diversos tipos de texto para ampliar seus
conhecimentos e saber apreciar grandes obras.
Ler
histórias
para
as
crianças,
a
começar
pelos
antigos
contos
de
fadas,
desperta a
criatividade
e
curiosidade,
principalmente
nas
pequenas,
que
adoram novidades.
Quanto
mais
histórias
elas
conhecerem e gostarem na
infância
,
mais
vontade
terão de
ler
quando
crescerem.
Ler
literatura pode também melhorar o desempenho dos
estudantes em língua portuguesa, pelo fato de
poderem ampliar seu vocabulário e seu repertório
de gêneros e estilos, melhorando assim o
desempenho dos alunos na leitura e na escrita.
Ouvir,
contar ou ler literatura, nos dá prazer, nos leva
a uma aventura. Faz descobrirmos novos povos,
novos costumes, conhecer o universo do autor. Nos
leva a uma realidade nunca antes vivida. Nos
livros há um mundo de maravilhas a nossa espera
que em nenhum outro lugar iremos encontrar.
Para
trabalharmos com
textos
literários
na sala
de aula
é preciso
ter
professores
preparados
e
capacitados a fornecer
esse
tipo
de conteúdo
a
nossos
alunos.
Além
disso, é
preciso
vontade
de ensinar
e
de saber
construir
conhecimento
através
da literatura.
Formar
bons
leitores,
ampliar
o
repertório
cultural dos
alunos, com
certeza
é o que
se
ganha
ao
ler
textos
literários
em
sala
de aula.
Imagens
http://www.mundocultural.com.br/index.asp?
http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/Brasil/1_fase/Mario_andrade.html
http://www.vidaslusofonas.pt/mario_andrade.htm
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/macunaima_heroi_gente
http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/macunaima/macunaima.asp
http://www.iffkv.cz/show_foto.php?src=news&id=383&lang=cz
http://musibrasil.net/vsl_art.asp?id=1480
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