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VOCÊS
CONHECEM A VERDADEIRA
HISTÓRIA
DOS
TRÊS
PORQUINHOS?
Thatiane
Kaufman
verdadeira
história dos três porquinhos! (Companhia
das letrinhas, Jon Scieszka) é um livro que
traz uma versão inusitada da tradicional
história dos três porquinhos. Essa versão,
diferente da original, tem como narrador o
próprio lobo, ou melhor, Alexandre T. Lobo.
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Alex,
como o narrador prefere ser chamado, conta
toda a história a partir do seu ponto de
vista. Segundo ele, tudo não passou de um
grande mal entendido que teve início quando
ele decidiu fazer um bolo de aniversário
para sua vovozinha.
Durante
a receita, percebeu que precisava de uma xícara
de açúcar emprestada. O pedido de empréstimo
somado a um forte resfriado seriam os
responsáveis por toda a confusão.
A
verdadeira
história
dos
três
porquinhos! traz uma
proposta
que
tem sido
constantemente
retomada
por
escritos
contemporâneos, que
é
justamente
a desconstrução do
reino
das fadas, do “era
uma
vez” e
até
mesmo
do “viveram
felizes
para
sempre”.
Esses
autores
inspiram-se
nos
textos
originais,
mas
modificam a narrativa
“brincando” com
os fatos.
Dessa
forma, esses
livros
atraem cada
vez
mais
adultos
que
se vêem fascinados com
a
paródia
realizada dos clássicos
que
costumavam
ouvir
quando
crianças. Já, os
pequenos
muitas
vezes
ficam confusos
com
essa brincadeira.
Essa
confusão
ocorre
porque,
segundo
Bettelheim (1998), o conto
de
fadas
se propõe não
apenas
a isolar
e
separar
os aspectos
díspares
e confusos da experiência
da
criança
em
pólos
opostos, mas
projetá-los
em
diferentes
figuras,
como
o
lobo,
que
é
mau
e os porquinhos, que
são
bons.
Além
disso, Fiori (1981) acrescenta
que
é
através
dessa
dicotomia
presente
nos
contos, bem
definidos
e separados
em
pólos
opostos
que
pode
ocorrer
a
formação
de valores
na
criança. E,
para
que
isso
aconteça, o
autor
ressalta a
necessidade
de
que
o
certo
e o errado, ou
o
bem
e o mal
estejam
bem
definidos
e diferenciados.
Desse
modo, a leitura de uma paródia necessita
ser mediada. Os leitores mirins precisam
conhecer o original e dominar as relações
e os valores tratados no conto para poder
compreender a brincadeira proposta pelo
autor. O professor, ao trazer esse livro
para seus alunos, deve refletir sobre a
maturidade das crianças para essa compreensão
e para apreciar a “desconstrução” do
conto.
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A
verdadeira
história
dos
três
porquinhos, Jon Scieszka
Companhia
das Letrinhas
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A
verdadeira
história
dos
três
porquinhos!
Jon Scieszka
Ilustração
: Lane Smith
Tradução: Pedro Maia
Companhia
das Letrinhas, 1989
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Para saber mais:
BETTELHEIM, Bruno. A
psicanálise dos contos de fadas.
12.ed. São
Paulo: Paz e Terra, 1998.
FIORI,
Wagner Rocha.
Desenvolvimento emocional. In:
RAPPAPORT,
Clara
Regina.
Psicologia
do
Desenvolvimento.
São
Paulo: E.P.U., 1981. v.3.
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A
verdadeira
história
dos
três
porquinhos, Jon Scieszka
Companhia
das Letrinhas
A
verdadeira
história
dos
três
porquinhos, Jon Scieszka
Companhia
das Letrinhas
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O
FANTÁSTICO
NA
LITERATURA
Fernanda
de Falco
literatura
infanto-juvenil
teve seu
início
provavelmente no
Oriente,
por
volta
do
século
V a.C,
com
as
narrativas
orais
dos povos
hindus.
Essas mesmas
histórias
foram levadas
para
a Europa, sendo
mais
tarde
resgatadas
por
Perrault e
outros
folcloristas.
Surgia
assim
Chapeuzinho
Vermelho,
A
Gata
Borralheira,
Branca
de Neve
e
outros.
No
século
XIX, aparece a
produção
dos
irmãos
Grimm, recriadores dos
contos
de Perrault.
Até
este
momento
não
havia
autores
de
histórias,
mas
apenas
estudiosos
do folclore
francês
e germânico,
pois
tanto
Perrault quanto
os Grimm fixavam-se nas
narrativas
orais
já
existentes, eternizando-as
com
artisticidade.
Inicialmente,
as histórias populares tinham um
cunho mais adulto, mas a partir da
introdução de elementos julgados
fantasiosos como príncipes e
princesas, deuses e demônios,
bruxas e fadas, começou-se a
atrelar uma concepção infantil a
esse tipo de literatura.
Hoje
em dia o fantástico na literatura
pode ser observado de diversas
maneiras e, seja por linguagens
metafóricas ou por uma concepção
mais próxima do cotidiano, é
imprescindível saber que toda história
fantástica tem uma aproximação íntima
com o real.
Para
investir na relação entre a
interpretação do texto literário
e a realidade, não há melhor
sugestão do que obras infantis que
abordem questões e problemas
universais, inerentes ao ser humano.
O
tom metafórico das histórias fantásticas,
tem desde o seu início, uma grande
relação com a realidade. O fantástico
sempre foi e continua sendo um dos
elementos mais importantes na
literatura destinada às crianças.
A área do maravilhoso, da fábula,
dos mitos e das lendas tem linguagem
metafórica que se comunica
facilmente com o pensamento mágico,
natural das crianças.
Assim
sendo, a Psicanálise entende que os
significados simbólicos das
narrativas, estão intimamente
relacionados aos dilemas que a criança
enfrenta ao passar do egocentrismo
inicial ao sociocentrismo.
Deste
modo, a literatura infantil pode
contribuir bastante para a formação
do jovem em relação a si mesmo e
ao mundo que o rodeia.
Dentro
de um universo amplo de publicações,
escolher um bom livro infantil é
sempre um delicioso desafio.
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Para saber mais:
BETTELHEIM,
Bruno.
A psicanálise dos
contos de fadas. 14.ed.
São Paulo: Paz e Terra, 2000.
OLIVEIRA,
Cristiane de Madanêlo.
A literatura infantil.
Disponível em: www.graudez.com.br
/litinf/origens.htm. Acesso em:
07 de dezembro de 2006.
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A
verdadeira
história
dos
três
porquinhos, Jon Scieszka
Companhia
das Letrinhas
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AS
MUITAS
HISTÓRIAS
DOS TRÊS
PORQUINHOS
Flora
Marques de Azevedo Giannini
s
três
porquinhos é
um
conto
da
tradição
oral
tão
popular
que
até
ganhou uma
versão
de
desenhos
animados
feito
pela
Walt Disney
em
1933. O conto
tornou-se
um
clássico
da
literatura
Infantil
e, com
o
tempo, passou a ser
objeto
de
inspiração
para
diferentes
autores, em
célebres
adaptações.
Esse
é o
caso, por
exemplo, do
livro
A
verdadeira
história
dos três
porquinhos !, cuja
narração
é
feita
do
ponto
de
vista
do
Lobo, que, por
sinal, não
tem nada
de
mau.
Com
o mesmo título, Os
três porquinhos, há também uma divertida história,
contada sob a ótica do lobo que, literalmente,
“cansou
de se dar mal!” O livro é uma deliciosa
brincadeira, de onde, a cada página, saltam para
fora dobraduras com muitas surpresas. Assinado por
Cyril Hahh e editado pela Companhia das Letrinhas,
tem tradução de Eduardo Brandão.
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Os
três
porquinhos
pobres
, Érico Veríssimo
Companhia
das Letrinhas
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Os
três
Lobinhos
e o
Porco
Mau
, Eugene Trivizas
Brinque Book:
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Os
Três
Porquinhos, Cyril Hahn
Companhia
das Letrinhas
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Procura-se
Lobo
(editora Ática)
é
outra obra cujos personagens são
virados do avesso, de autoria da escritora Ana
Maria Machado. Outra versão brasileira que já
pertence à nossa literatura conta com o talento
do escritor Erico Veríssimo. Os
três porquinhos pobres narra as aventuras dos
irmãos Sabugo, Salsicha e Lingüiçinha. Sabugo,
o mais velho, era preto; Salsicha, o porquinho do
meio, era ruivo e, o mais novo, Lingüiçinha.
Temos ainda a versão que coloca o porco como vilão
da história. Dessa vez o porco é o mau e os
pobres lobinhos são bons rapazes que querem
construir uma casa. É o livro da editora Brinque
Book: Os
três Lobinhos e o Porco Mau, de Eugene
Trivizas, ilustrado por Helen Oxebury.
Nada
com uma boa história para inspirar outras versões
criativas.
Imagens
http://www.siciliano.com.br/livro.asp?orn=LCAT&Tipo=2&ID=886879
http://www.submarino.com.br
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