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Um
dos
Cavaleiros
medievais
da Távola
Redonda
do
rei
Artur se
encontra
com
o
nosso
famoso
cangaceiro
do
sertão
nordestino e
ambos
se desafiam para
um
embate
que
se dá
em
forma
de
um
repente
nordestino.
Sob
um
fundo
negro, duas
cores
reflexivas são
utilizadas: prata, para
representar
Lancelote,
pois
sua
reluzente
armadura
só
poderia
ter
esta
cor. O
cobre
foi a cor
escolhida para
Lampião, por
causa
de
seus
adornos
e indumentárias:
moedas, anéis,
punhais. Além
disso, a luz
do
nordeste
lembra o
cobre
refletido no
horizonte
seco.
O
humor
é predominante no
momento
em
que
os
dois
personagens
e
seus
companheiros
se encontram. Cada
um
responderá ao
seu
modo
quando
são
afrontados: o
cangaceiro
com
seu
palavreado
popular
e o cavaleiro
com
a sua
ostentação
característica,
sob
um
cenário
de
ilustrações
inspiradas
em
iluminuras
e
pinturas
renascentistas.
Ao
abrir
este
livro, o
leitor
não
só
poderá se
impressionar
com
a
beleza
plástica
deslumbrante, mas
refletir
sobre
como
dois
universos
tão
distantes
entre
si, de
tempos
e
espaços
tão
opostos
são
colocados frente
a
frente.
Lampião
& Lancelote traz ainda
um
glossário
de
termos
e
um
texto
explicativo
sobre
as
referências
que
Vilela utilizou
em
sua
elaboração. O
leitor
poderá convidar
uma criança
para
ler
junto, ler
sozinho
ou
até
mesmo
ler
para
um
grupo,
mas
não se impressione se os
olhos, de
tão
brilhantes, mergulharem nas
páginas
e se transportarem
através
do
livro
para
épocas
que
existiram há
muito,
muito
tempo
atrás, e
que
não
voltarão
mais.

Lampião
& Lancelote:
Capa
do
livro
Lampião
& Lancelote
Fernando Vilela
Ilustração
: Fernando Vilela
Cosacnaify, 2006
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Lampião
& Lancelote:
encontro
entre
os
personagens
Lampião
& Lancelote:
três
páginas
interiores
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DOIS
PERSONAGENS
E SUAS
BIOGRAFIAS
Maria
Aparecida de Campos Hernández
AMPIÃO
(1898-1938)
Virgulino
Ferreira
da Silva,
conhecido
como
Lampião, nasceu no
dia
04 de
junho
de 1898 e morava
com
os
pais
e
irmãos
numa fazenda
no
sertão
de Pernambuco.
Quando
jovem
ajudava na
lavoura
e cuidava dos
animais,
até
tornar-se
vaqueiro.
Ainda
na fazenda, aprendeu a
ler,
escrever
e
tocar
sanfona.
Após
seu
pai
ser
assassinado, deixou a vida
tranqüila
da
fazenda
e juntou-se a um
bando
de
cangaceiros. Temido pelos
ricos, passou a
ser
conhecido
como
justiceiro
pelos
os pobres.
Forte
e
corajoso, orientava o bando
a invadir
sítios,
fazendas
e
locais
onde
pudesse
roubar, garantindo assim
o
sustento
do
grupo e dividindo o
que
sobrasse
com
os pobres. Viajando de
um
estado
para
outro, conheceu Maria
Bonita, que
ficou conhecida
por
ser
a primeira
mulher
a fazer
parte
de um
grupo
de
cangaceiros.
Lampião
liderou o
cangaço
durante
anos. Perseguido
pela
justiça, morreu
durante
uma
emboscada, na
fazenda
Angicos, no
estado
de Alagoas
em
28 de
julho
l938.
ANCELOTE
Sem
documentação
histórica, muitas lendas
e mitos
medievais
ultrapassaram os
séculos
e
ainda
são
apreciadas nos
dias
de hoje.
Um
dos
personagens
mais
conhecidos
dessa
novela
de cavalaria
medieval
foi Lancelote.
Segundo
a
lenda, Lancelote
era
filho
do
rei
Ban Benwick e da rainha
Elaine. Raptado
pela
Dama
do Lago, cresceu e aprendeu utilizar
armas,
até
que
tornou-se um
hábil cavaleiro.
Lancelote
ficou conhecido
por
suas
virtudes
e
também
como
justiceiro. Tornou-se
cavaleiro
da Távola Redonda
e lutou
para
defender
o
rei
Arthur e a
rainha
Guinevera.
Guinevera
foi
dona
do coração
de Lancelote
mesmo
antes
de casar-se
com
o
rei
Arthur.
Quando
seus
encontros
com
a
mulher
do rei
são
descobertos
pelos
cavaleiros
da Távola
Redonda
, Lancelote foi
expulso.
Depois
de alguns
anos, casou-se com
a
filha
do
rei
Pelinore e permaneceu no reino
de
seu
sogro
até
morrer.
Há
controvérsias
na
lenda, dependendo do
autor
que
a registra, quanto
ao nome
dos
pais, da pessoa
que
o
retira
da
família, e até
se houve
um
romance
entre
ele
e a
mulher
do rei
Arthur.
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