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RESPEITAR
É
MAIS
QUE
SIMPLESMENTE
ACEITAR
Jéssica
da
Cruz
Moura
Campos
os
dias
de
hoje
a
sociedade
se
esforça
cada
vez
mais
para
conviver
com
as
diferenças.
Em
pleno
século
XXI
não
é nada
pertinente
se assumir
um
ser
preconceituoso,
já
que
são
consideradas “elegantes” pessoas
de
mente
aberta
e
sentimentos
nobres.
Mas
até
que
ponto
esses
sentimentos
e atitudes
são
verdadeiros? E de
que
forma
são
repassados na
educação
de nossas crianças?
Nas
salas
de
aula
as
diferenças
de
classe,
cor
e
religião
são
normalmente
discutidas e vivenciadas
entre
as crianças.
Elas
aprendem que
todos
somos
iguais
e merecemos
respeito, porém, no
dia
a
dia, vemos
outra
realidade.
Ainda
é
preciso
ter
leis
que
defendam, por
exemplo, os negros
de
insultos, e
realizar
uma
extensa
e cansativa procura
para
incluir
uma
criança
com
qualquer
tipo
de necessidade
especial
em
uma
escola, seja
pública
ou
particular. Assim
fica
claro
que, na
prática, as
coisas
não
caminham
com
tanta
facilidade.

Na peça
infantil, “O
Gato
Malhado
e a
Andorinha
Sinhá”,
adaptação
de
texto
escrito
por
Jorge
Amado, as diferenças
entre
o
casal, o
gato
e a andorinha, incomodam nitidamente
todos
os
personagens
da floresta.
Todos
ali
acreditam
que
cada
animal
deve se relacionar
com
os de
sua
espécie
que, por
sua
vez, têm o seu
papel
social
pré-determinado: o do
gato,
por
exemplo, é ser
inimigo
das
andorinhas, o
que
impede
que
os
dois
tenham
qualquer
outro
tipo
de relacionamento.
Pensamentos
como
os dos personagens
dessa
bela
historia, por
incrível
que
pareça, povoam,
sim, a
mente
das
pessoas, fazendo
com
que, ao
invés
de cultivar
o respeito
ao
diferente, haja
um
preconceito
velado, de atitudes
hipócritas
que
apenas
“aceitam” a convivência
com
o
outro.
É
óbvio que esta aceitação já é um começo.
Entretanto, pais que educam seus filhos para
mascarar esse sentimento de aversão ao que não
é igual ou comum, estão contribuindo para a
continuação de uma sociedade longe da
igualdade. Repetem erros cometidos
anteriormente na construção do caráter
daqueles que serão cidadãos no futuro e
poderão mudar essa realidade.
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JORGE
AMADO
(1912-2001)
Ruth
Macedo dos
Santos
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orge
Amado
nasceu em
10 de
agosto
de 1912, em
Itabuna (BA). Escritor
desde
a adolescência,
estreou na
literatura
em
1930, com
a publicação da novela
Lenita.
Bacharelou-se
na Faculdade
de
Direito
(1935, RJ), em
Ciências
Jurídicas e
Sociais, mas
jamais
exerceu a advocacia. Na década
de 30, vinculou-se ao
partido
comunista, tornando-se uma
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| espécie
de
porta-voz
artístico
do
partido. |
Entre
suas
principais
obras
estão: O
País
do
Carnaval
(1931), Gabriela
Cravo
e
Canela
(1958),
Dona
Flor
e
seus
Dois
Maridos
(1966), Tieta do
Agreste
(1977), O
Gato
Malhado
e a
Andorinha
Sinhá (1979), O
Menino
Grapiúna (1982), A
Bola
e o
Goleiro
(1984),
entre
outros
.
Suas
obras
foram publicadas
em
mais
de 52
países
e traduzidas
para
mais
de 48
idiomas
e
dialetos. Teve livros
adaptados
para
televisão,
teatro
e
cinema.
Foi
eleito em 6 de abril de 1961, para cadeira 23
da Academia Brasileira de Letras, que
pertencia a Otávio Mangabeira.

Jorge
Amado é um dos escritores mais famosos do
Brasil, principalmente pelas suas temáticas.
Suas obras tratam frequentemente de problemas
e injustiças sociais, folclore, política,
crenças e tradições. Exaltam a sensualidade
e a alegria do povo brasileiro, contribuindo
assim, para a divulgação de nossa cultura.
Morreu
em 06 de agosto de 2001, em Salvador, quatro
dias antes de completar 89 anos. Seu
corpo foi cremado e suas cinzas foram
espalhadas em torno de uma mangueira em sua
residência no Rio Vermelho.
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