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SÃO
POUCAS AS FLAUTAS DOCES
Cristiane
Abrahão
odos
conhecem um pouco de música. Alguns até
arriscam cantar com os amigos na roda de
bar. Mas ninguém, a não ser os que fazem
questão, conhecem-na profundamente. A música
pode gerar simpatia, algumas vezes amor, e
quem prova isso são as pessoas que não
conseguem passar muitas horas sem ouvi-la no
rádio ou em seu CD predileto.
A
música em si pode ser poderosa e
arrebatadora.
Em O Flautista
de Hamelin, registrada pelos irmãos Grimm,
sequer os ratos puderam resistir à
majestosa harmonia da música. E lá, na
cidade alemã, foi onde as crianças, todas
elas, conheceram e se entregaram àquele
novo som, convidativo e mágico. Ah, se
todos tivéssemos flautistas como o jovem
rapaz, capaz de roubar-nos do nosso
dia-a-dia ruidoso e cheio de pausas.

Espetáculo:
Flautista de Hamelin
Bem, os privilegiados conhecem o
som
vindo de Hamelin. Os privilegiados e
não
os necessitados. Os
primeiros
nascem e cedo
conhecem
sua
exigente
professora de piano,
que
será vista
uma vez
por
semana. Dessa
forma, logo
um
Jobim ou
um
Vinícius surge. Mas
os
outros, a maioria, nascem e crescem à
espera
- até
sem
saberem - daquele
jovem
de chapéu
vistoso
com
sua
flauta
para
que, com
suas
notas,
lhes fale aos
corações
e os
leve
ao infinito
do arrebatamento musical.
Além
de
desenvolver
múltiplas
experiências
sensoriais, perceptivas e expressivas, a
música
é um
universo
completo
e
complexo
que
desperta
em
muitos
um
interesse
especial. Por
esses
motivos, é
que
a
música
deve ser
tratada
com
maior
importância,
atenção
e respeito
em
nossas
escolas, inserindo
cada
vez
mais
(e melhor) alunos
neste
mundo
que
pode
ser
transformador. Dessa
forma, a
escola
poderia
contribuir
para
a formação de
grandes
músicos, compositores
ou
apenas
apreciadores, capazes
de
enfeitiçar
e serem enfeitiçados pela
música. É
fundamental
que
sejamos apresentados a ela
o quanto
antes,
pois
caso
o flautista venha
tarde
demais, pode
não
conseguir
nos
arrebatar,
assim
como
aconteceu com
os adultos
de Hamelin.
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Para
saber
mais:
BRITO,
Teca Alencar de. Música
na Educação
Infantil:
Proposta
para
a formação
integral
da criança.
2ª ed, São
Paulo: Peirópolis, 2003.
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FURUNFUNFUM
Julio
Cezar P.
Cavalheiro
Filho
s
atores
Paula e Marcelo Zurawski, sempre
quiseram ser
artistas. Marcelo
já
fazia
espetáculos
desde
1984.
Após
o
casamento
e com
o nascimento do primeiro
filho,
não
demorou muito
para
que
se sentissem estimulados a
formar
o
grupo
de
teatro
infantil
de
nome
Furunfunfum.
No
começo
a
dupla
fazia a
maioria
de
suas
apresentações
em
festas
de aniversário, mas
com
o sucesso
do
espetáculo
O Macaco
Simão a
dupla
cresceu e começou a se
apresentar
em
algumas unidades
do SESC de
São
Paulo e também
em
teatros.
Uma
marca
das
montagens
feitas
pela
dupla
é o
uso
das
mais
variadas técnicas
e estilos
teatrais. Apresentam seus
espetáculos
onde
quer
que
haja
um
público
disposto
a
compartilhar
as emoções
de um
encontro
teatral. Às
vezes
convidam outros
atores
para
participarem das
suas
peças.
Em
2004, a dupla
ganhou o Prêmio
APCA, na
categoria
de melhor
autor,
por
Rapunzel. Paula foi indicada
para
o Prêmio
Coca-Cola FEMSA de
melhor
atriz
por
sua
atuação
nessa
mesma
montagem. Em
2003, A Terra
dos Meninos
Pelados
foi indicada
para
o
prêmio
Coca-Cola FEMSA na categoria
especial.
Em
1999, O Macaco
Simão e Outras Histórias
e Outras Canções, foi escolhido
pelo
júri
infantil
como
um
dos três
melhores
espetáculos
do
Festival
Internacional
de
Títeres
de Tolosa (Espanha).

Furunfunfum
no
Carnaval
A
dupla
se apresenta há 12
anos,
sempre
com
músicas
em
seus
espetáculos, e, neste
tempo,
já
produziu 12 peças,
sempre
com
textos
próprios, porém
de
temas
universais.
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