O FLAUTISTA DE HAMELIN

Julio Cezar  P. Cavalheiro Filho

Flautista de Hamelin é um conto clássico, com inúmeras versões literárias, teatrais, cinematográficas e até em quadrinhos. O grupo Furunfunfum, de São Paulo, apresentou, no ano de 2006, uma adaptação para teatro desse conto.

A peça conta a história de uma cidade que sofria uma terrível infestação de ratos. A população tentara resolver o problema de todas as maneiras, mas nada parecia adiantar. Eis que surge um personagem estranho e misterioso, um flautista, que promete livrar a cidade de Hamelin dos ratos, através de um acordo com o prefeito, que deveria lhe pagar a quantia de mil dinheiros se o problema fosse resolvido.


Espetáculo: Flautista de Hamelin

O flautista cumpre sua promessa e livra a cidade dos ratos, mas, quando volta para receber seu dinheiro, é ridicularizado e enganado pelo prefeito da cidade que lhe paga apenas a quantia de cinqüenta dinheiros. O flautista, então, decide vingar-se. É a partir daí que o conto e a montagem surpreendem o leitor e a platéia.

A peça tem seis personagens: o ator e a atriz que chegam à cidade, a camponesa, o prefeito, o secretário e o flautista, todos interpretados de forma brilhante pelos atores Marcelo Zurawski e Paula Zurawski que o tempo todo envolvem o público na dinâmica da peça. O espetáculo usa a música de modo precioso para o enredo, encantando o público tal qual o flautista encanta as crianças com sua música.

O cenário do espetáculo representa a antiga cidade de Hamelin, sua prefeitura e algumas casas. O palco é bem aproveitado, com iluminação adequada e figurinos muito bem produzidos que retratam de forma divertida os personagens, trazendo ao público a real sensação de estar em uma cidade.

O Flautista de Hamelin
Criação, texto e direção: Marcelo Zurawski e Paula Zurawski
Cenários: Sílvia Gandolfi
Bonecos e adereços: Naná Lavander
Projeto Gráfico: Adriana Meirelles
Maquiagem: Naná Lavander e Sílvia Gandolfi
Luz: Sylvie Laila
Figurinos: Naná Lavander e Jorge Constantino


Espetáculo: Flautista de Hamelin

Espetáculo: Flautista de Hamelin


SÃO POUCAS AS FLAUTAS DOCES

Cristiane Abrahão

odos conhecem um pouco de música. Alguns até arriscam cantar com os amigos na roda de bar. Mas ninguém, a não ser os que fazem questão, conhecem-na profundamente. A música pode gerar simpatia, algumas vezes amor, e quem prova isso são as pessoas que não conseguem passar muitas horas sem ouvi-la no rádio ou em seu CD predileto.

A música em si pode ser poderosa e arrebatadora. Em O Flautista de Hamelin, registrada pelos irmãos Grimm, sequer os ratos puderam resistir à majestosa harmonia da música. E lá, na cidade alemã, foi onde as crianças, todas elas, conheceram e se entregaram àquele novo som, convidativo e mágico. Ah, se todos tivéssemos flautistas como o jovem rapaz, capaz de roubar-nos do nosso dia-a-dia ruidoso e cheio de pausas.


Espetáculo: Flautista de Hamelin

Bem, os privilegiados conhecem o som vindo de Hamelin. Os privilegiados e não os necessitados. Os primeiros nascem e cedo conhecem sua exigente professora de piano, que será vista uma vez por semana. Dessa forma, logo um Jobim ou um Vinícius surge. Mas os outros, a maioria, nascem e crescem à espera - até sem saberem - daquele jovem de chapéu vistoso com sua flauta para que, com suas notas, lhes fale aos corações e os leve ao infinito do arrebatamento musical.

Além de desenvolver múltiplas experiências sensoriais, perceptivas e expressivas, a música é um universo completo e complexo que desperta em muitos um interesse especial. Por esses motivos, é que a música deve ser tratada com maior importância, atenção e respeito em nossas escolas, inserindo cada vez mais (e melhor) alunos neste mundo que pode ser transformador. Dessa forma, a escola poderia contribuir para a formação de grandes músicos, compositores ou apenas apreciadores, capazes de enfeitiçar e serem enfeitiçados pela música. É fundamental que sejamos apresentados a ela o quanto antes, pois caso o flautista venha tarde demais, pode não conseguir nos arrebatar, assim como aconteceu com os adultos de Hamelin.

Para saber mais:

BRITO, Teca Alencar de. Música na Educação Infantil: Proposta para a formação  integral da criança. 2ª ed, São Paulo: Peirópolis, 2003.

FURUNFUNFUM

Julio Cezar P. Cavalheiro Filho

s atores Paula e Marcelo Zurawski, sempre quiseram ser artistas. Marcelo fazia espetáculos desde 1984. Após o casamento e com o nascimento do primeiro filho, não demorou muito para que se sentissem estimulados a formar o grupo de teatro infantil de nome Furunfunfum.

No começo a dupla fazia a maioria de suas apresentações em festas de aniversário, mas com o sucesso do espetáculo O Macaco Simão a dupla cresceu e começou a se apresentar em algumas unidades do SESC de São Paulo e  também em teatros.

Uma marca das montagens feitas pela dupla é o uso das mais variadas técnicas e estilos teatrais. Apresentam seus espetáculos onde quer que haja um público disposto a compartilhar as emoções de um encontro teatral. Às vezes convidam outros atores para participarem das suas peças.

Em 2004, a dupla ganhou o Prêmio APCA, na categoria de melhor autor, por Rapunzel. Paula foi indicada para o Prêmio Coca-Cola FEMSA de melhor atriz por sua atuação nessa mesma montagem. Em 2003, A Terra dos Meninos Pelados foi indicada para o prêmio Coca-Cola FEMSA na categoria especial. Em 1999, O Macaco Simão e Outras Histórias e Outras Canções, foi escolhido pelo júri infantil como um dos três melhores espetáculos do Festival Internacional de Títeres de Tolosa (Espanha).


Furunfunfum no Carnaval

A dupla se apresenta há 12 anos, sempre com músicas em seus espetáculos, e, neste tempo, produziu 12 peças, sempre com textos próprios, porém de temas universais.

 


Espetáculo: O Macaco Simão


Espetáculo: Rapunzel e a Bruxa

Imagens:

http://www.furunfunfum.com.br